segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Prólogo

LIVRO UM
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Elena
EU JÁ TIVERA MAIS DO QUE UMA QUOTA JUSTA DE EXPERIÊNCIAS DE quase morte ; isso não é algo com que você se acostume.
Mas parecia estranhamente inevitável enfrentar a morte outra vez.
Como se eu estivesse mesmo marcada para o desastre.
Eu havia escapado repetidas vezes, mas ela continuava me rondando.
Ainda assim, dessa vez foi diferente.
Pode-se correr de alguém de quem se tenha medo ; pode-se tentar lutar com alguém que se odeie.
Todas as minhas reações eram preparadas para aqueles tipos de assassinos -- os monstros, os inimigos.
Mas quando se ama aquele que vai matá-la, não restam alternativas.
Como se pode correr, como se pode lutar, quando essa atitude magoaria o amado? Se sua vida é tudo o que você tem para dar ao amado, como não dá-la?
Quando ele é alguém que você ama de verdade.

 
LiVRO DOIS
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Tyler
A VIDA É UMA DROGA, E DEPOIS VOCÊ MORRE.
É, tivesse eu essa sorte...

 
LIVRO TRÊS
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Elena
NÃO ERA MAIS APENAS UM PESADELO, E A FILA DE PRETO AVANÇAVA PARA nós em meio á névoa gelada que seus pés levantavam.
Vamos morrer, pensei, em pânico.
Eu estava desesperada por causa da preciosidade que protegia, mas pensar nisso já era um lapso de atenção a que eu não tinha direito.
Eles se aproximavam como fantasmas, os mantos escuros ondulados levemente com o movimento.
Vi suas mãos crisparem-se em garras cor de osso.
Eles se separaram, aproximando-se de nós por todos os lados.
Éramos em menor número.
Estava acabado.
E, então, como a explosão de luz de um flash, a cena toda ficou diferente.
Apesar de nada ter mudado -- os Volturi ainda nos encurralavam, prontos para matar.
Só o que realmente se modificou foi minha percepção do quadro.
De repente, eu ansiava por aquilo.
Eu queria que eles atacassem.
O pânico se transformou em desejo de sangue enquanto eu me agachava, com um sorriso no rosto, e um rosnado atravessava meus dentes expostos.

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